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Oslo

Olá, pessoal!

No primeiro dia, depois de 6 horas de trem, chegamos a Estocolmo.

Ao desembarcar na cidade, chovia, uma leve chuva, o que nos fez pensar que esse seria o ritual de boas vindas da cidade. Como de costume, fomos até o ponto de informações turísticas da estação e pegamos indicações de como chegar ao hotel. Sabíamos que era perto quando reservamos, mas é sempre bom buscar um mapa e segui-lo.

Saindo do local, percebemos uma movimentação estranha. Pessoas vestidas com roupas típicas, animadas, andavam pela cidade com um orgulho que só vi no Brasil quando vencemos a Copa do Mundo em 2002!

Escolhemos um ótimo hotel, chamado P-Hotels Oslo, um charme só! O café da manhã é servido na cama!!

 Como nossa diária iniciava as 15h, deixamos as malas no quarto e fomos tentar identificar o que se passava pelas redondezas.

Voltamos ao ponto de chegada e decidimos seguir a multidão. Após perguntar o que se passava a uma comerciante, essa nos informou: 17 de maio é o dia de comemoração da constituição da Noruega, ou Nasjonaldag. Nessa data, no ano de 1814, a Noruega se declarou independente.  Feriado nacional, é um dos momentos que o povo vai as ruas para parabenizar o outro por essa conquista. Crianças, jovens, adultos, cachorros, noruegueses e turistas, são convidados a celebrar esse dia. O Rei, de seu palácio, observa a movimentação e participa do evento. Prédios, carros, taxis, barcos, hotéis e pessoas se vestem com as cores da bandeira em homenagem ao país.

Realmente, não poderíamos escolher dia melhor para conhecermos a cidade. Todos, sim, toda a população vai as ruas, principalmente a Carl Johans Gate e a grande maioria usando trajes típicos, chamado de Bunad.

É lindo ver as crianças sendo incentivadas a perpetuar a tradição de seu país. Uma cidade que ainda julga um dos mais cruéis atentados terrorista de sua história, parece estar se recuperando bem e com orgulho de suas origens. Nas ruas, é possível encontrar uma grande miscigenação cultural, onde todos convivem de forma harmoniosa e respeitosa. A foto abaixo foi tirada em frente ao fórum da cidade… ainda era possível encontrar flores e homenagens as vítimas do atentado.

Mas, voltando ao nosso primeiro dia, posso dizer que ficamos encantados com tudo o que vimos. Assim como em Estocolmo, os motoristas são muito educados e as pessoas muito prestativas. Decidimos dedicar esse primeiro dia para mais nada além de nos sentirmos parte dessa bela festa e caminharmos pelos recantos da cidade. Para comemorar, resolvemos experimentar algum doce local. Percebemos que o doce do dia era o sorvete, mas confesso que as longas filas e a brisa não eram muito convidativos, de forma que escolhemos algo menos congelante, e, para nossa surpresa, a torta de chocolate escolhida na Deli de Luca estava divina!

Para unir o útil ao agradável, finalizamos o dia sentados na praça, curtindo os minutos passarem, admirando os festejos, que, lá pelas 19h ainda estavam a todo o vapor… Como diria minha mãe: “a festa estava ‘bombeando’!” Como o dia só termina por volta das 22h, ainda tinham muito tempo para celebrar. Para compartilhar da mesma imagem que nós, clique aqui.

No caminho de volta ao hotel, percebemos que aquele movimento de famílias havia diminuído e que os jovens começavam a tomar espaço, o que nos fez acreditar que a comemoração seguiria noite a dentro.

Falando em hotel, P-Hotel Oslo, nossa opção foi um tiro certeiro: bem localizado, excelente banho, uma cama confortável e café da manhã incluso, servido no quarto. Se você tem alguma preferência ou restrição, lembre-se de fazer a escolha do menu ate as 16h, caso contrário, eles a farão por você. Do outro lado da calçada você terá um minimercado e ao lado uma excelente padaria.

A internet é boa, inclusa no preço. Localizado a 10 minutos de caminhada da estação central, está ao lado de outra estação local chamada “stortinget“. Com 20 minutos de caminhada você chega a estação do ferry boat.

Percebe-se a preocupação dos habitantes com o meio ambiente e a limpeza da cidade. Dessa forma, encontramos diversos carros elétricos por lá. Um bom exemplo, que o Brasil deveria seguir, não acham?

Falando na estação central, lá você poderá conhecer um dos principais pontos turísticos da cidade: o tigre! Lindo e elegante, ele dá as boas vindas a todos os visitantes.

Assim como a Suécia, o país não faz parte da zona do euro, dessa forma, ao chegar a cidade, lembre-se de fazer o câmbio, pois algumas lojas podem aceitar, entretanto, na taxa deles. A moeda local é o Norwegian Krone (NOK).

Nosso segundo dia iniciou com uma caminhada até a casa da Ópera. Lá você tem uma linda vista da cidade e do lago, que pode render boas fotos. E, se você quiser, a casa oferece passeios guiados. A construção mistura vidro, madeira e pedra, integrando o ambiente do teatro com a cidade. A população local utiliza o terraço para prática de atividades físicas, como corrida e caminhada. Muito interessante.

Saímos dali e seguimos em direção ao Porto para conhecer o local que pegaríamos o ferry boat no dia seguinte em direção a Copenhagen. Confesso que ficamos surpresos ao conhecermos a barca. Não se trata de um ferry boat, mas de um grande navio, como os utilizados para cruzeiros no Brasil.

De lá, continuamos em direção ao centro da cidade para pegarmos a barca em direção a ilha Bygdoy, muito conhecida por seus museus (museu marítimo da Noruega, museu do navio polar Fram, kon-tiki museu, centro em homenagem ao holocausto, museu dos barcos vikings e museu do folclore da Noruga). Aliás, além de todos esses museus, existem ruas muito charmosas e que merecem uma caminhada sem compromisso. Você irá adorar!

Ou seja, programação é o que não falta. Você pega o barco e paga no trajeto. Sao 50 NOK por pessoa.

Se você ficar menos de uma hora, não paga a volta de barco, o que é pouco provável que você consiga, já que do píer até o museu sao uns 10 minutos de caminhada. Existem duas paradas, dependendo do museu de interesse escolha a sua. Antes de embarcar você encontrará uma pequena loja com mapas do local. Descobrimos que existe uma opção chamada Oslo Pass, que abrange tickets de metrô, entradas em museus da cidade e os trajetos de barco. Não chegamos a comprar ou pesquisar o preço, mas talvez valha a pena se você ficar mais dias ou goste de ir a muitos museus.

Escolhemos visitar apenas o museu dos barcos vikings e foi bem divertido. Descobrimos algumas coisas exóticas como, por exemplo, que eram enterrados com todas as suas riquezas, como armas, roupas, objetos de decoração, moveis e até cachorro. Para que o dito cujo não passasse fome, eram enterrados com ele dois bois! No museu você pode conhecer 3 barcos, canoas, uma câmara mortuária, roupas, trenos, e vários objetos encontrados nas escavações. Vale a pena.

Não encontramos nenhum restaurante na ilha, assim, sugerimos que você vá cedo por duas razões: o vento pode se tornar muito frio ao cair da tarde (com sol fica mais agradável nessa época do ano) e não existem sequer muitas opções de lanches nos museus.

Na volta, fomos conhecer o forte arkeshus. Situado na beira do lago, você terá uma vista deslumbrante da cidade, veja aqui a foto 360 graus.

Também poderá ver a guarda real e encontrará lindos lugares para fotos 🙂

Para encerrar o dia, resolvemos degustar aquele sorvete,…

Apesar do frio, estava uma delicia! Aproveitamos para conhecer o famoso shopping da cidade, que fica nessa região, chamado Aker Brygge. Na verdade são várias galerias que se unem, com uma dezena de bons restaurantes ao redor. Muito interessante. Além de marcas locais, conta com algumas lojas âncoras, como a H&M.

Aliás, essa região é divina, aproveite para caminhar e conhecer cada cantinho. Para uma visão 360 graus, clique aqui.

O último dia foi uma espécie de passeio de despedida. Fomos novamente em pontos que gostamos, como o tigre da estação central de trem, e o urso branco da loja Glas Magasinet, uma simpatia!

Posso dizer que comecei o dia com um verdadeiro abraço de urso! Hehehehe

Não deixe de visitar a catedral da cidade. Com uma rica decoração e um órgão antiquíssimo e com um lindo som, vale a pena uma parada para agradecer a viagem. De lá, fomos conhecer o famoso Parque Vigeland, pois o David estava louco para tirar uma foto com o manequinho da Noruega.

O parque foi construído em homenagem ao escultor Gustav Vigeland e conta com lindas obras inspiradas no ser humano, como o trabalho, a ira, a maternidade, o sexo, a fraternidade e etc. Como o parque está localizado numa área de 320.000 metros quadrados, reserve uma manhã para essa agradável caminhada.

 

 

Para chega até lá, pegue o ônibus 12 ou 19 na parada próxima ao ponto de informação turística da estação central, mas do outro lado da via.

O ônibus na verdade é aqueles modelos que encontramos em Praga no ano passado, mas, dessa vez, na cor azul. Um simpático casal nos informou que os tickets são vendidos nas lojas de conveniência por um valor menor do que nos ônibus. De fato, nas lojas você paga 30 NOK por pessoa/trajeto, enquanto no ônibus você pagara 50 NOK.

Depois do almoço, passamos no hotel para buscarmos as malas e fomos para a estação do ferry boat, afinal, o embarque inicia as 15h…

De cara, percebemos que o embarque do navio era muito mais organizado do que no Rio de Janeiro. Um lobby limpo, organizado e com pessoas educadas, muito diferente do que encontramos em nosso cruzeiro de final de ano, apesar de uma mulher ter falado algo em algum idioma que não entendemos nada… Melhor assim! Hehehehe

Nossa maior surpresa foi encontrar, novamente, uma jovem que trabalhava no navio e que veio falar conosco em português… Ela disse que viveu por seis meses em Morro de São Paulo, na Bahia, uma ilha linda, sonho de qualquer vivente!! 🙂 No navio, como em qualquer cruzeiro, você encontra boate, cassinos, lojinhas, restaurantes e cafeteiras. Estes, a preços razoáveis.

Depois de uma boa noite de sono, finalmente chegamos em Hamburgo.

E você, tem alguma dica desses lugares?


 Enjoy!!

Data da viagem: 17 a 19/maio/2012

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Publicado por em 28 de Junho de 2012 em Noruega, Oslo

 

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Viena – Áustria

Para quem gosta de ópera, concertos e balé, esta é a cidade. Local onde você poderá conhecer a igreja onde Mozart se casou, batizou seu dois filhos e onde aconteceu seu funeral, onde a famosa valsa Danúbio Azul foi composta. Aliás, falando nisso, esse é o nome do rio que corta a cidade e que liga, através de diversos roteiros, a outras cidades próximas na região.

Em Viena você encontra uma vida cultural riquíssima. Com 15 mil concertos ao ano e cerca de 21 mil lugares nos teatros, acredite, você poderá ter dificuldades de encontrar ingressos a venda. Aliás, não se surpreenda se um sujeito com aquelas perucas brancas e roupas de época vier falar contigo, não, você não fez nenhuma viagem no tempo… é apenas um simpático vendedor oferecendo alguma peça ou apresentação. Com eles você poderá encontrar todas as informações necessárias para as programações, que, aliás, acontecem não somente a noite. Se vale um conselho, no primeiro dia, dê uma voltinha para ver se encontra alguma apresentação disponível, mesmo que você não seja um dos maiores fãs, vale a pena. É lindo! O lugar que concentra esses vendedores é na praça principal da cidade ou próximo ao Wiener Staatsoper, próximo ao Sacher Hotel (não deixe de experimentar o melhor doce do mundo, a famosa Torta Sacher – http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/11793_O+MELHOR+DOCE+DO+MUNDO.

Vale a pena conferir, apesar de não concordar muito com esse título. Já que você está por ali, sugiro fazer um tour com direito a hopp on/hopp off (ou seja, você pode parar em pontos turísticos no trajeto e voltar, sem custo adicional). A empresa oferece três tipos diferentes de passeio (http://www.viennasightseeing.at/webandco/content/pdf/map_2011.pdf), todos com uma hora de duração. O primeiro (Ring – vermelho) faz uma volta no Rigstrasse, partindo da Staatsoper State Opera, passando por Heldenplatz Heroes Square, Universität University, Schwedenplatz Twin City Liner, Stephansdom St. Stephen´s Cathedral, Hotel Hilton Hilton Hotel, Kursalon Kursalon, retornando para o ponto de partida. Nesse tour você poderá conhecer melhor a parte central de Viena. Caso tenha tempo, sugerimos que faça a linha Donau (Azul) no mesmo dia, afinal são poucos pontos, mas que valem a pena uma voltinha. Um dos locais de parada do ônibus é o Donauturm ou Torre do Danúbio. Essa torre de 252 metros de altura está entre das 64 mais altas do mundo, e você poderá apreciar a cidade de cima, aproveitando a pausa para almoçar ou fazer uma refeição. Para isso, reserve com antecedência, pois o restaurante giratório é bastante concorrido. No dia seguinte, sugiro fazer o último passeio da linha, o Shönbrumm (verde), que passa pelos castelos. Sugiro reservar um dia, ou grande parte dele, pois você passará por lugares lindos, como o Castelo de Shönbrumm Aproveite para almoçar na torre.

Você realmente não conheceu Viena até visitar a famosa roda gigante Wiener Riesenrad, no Parque Prater, com seus vagões vermelhos. Com altura equivalente a um prédio de 21 andares, foi construída para uma feira mundial que aconteceu na cidade em 1897, e hoje é o ponto central de um parque de diversões. Em 1944 sofreu um incêndio, sendo reconstruída no ano seguinte, com o número de vagões reduzidos a metade.

Outro passeio bastante característico da cidade são as charretes. Em frente a catedral de São Estêvão, você pode escolher a sua e percorrer o centro histórico da cidade, passando Palácio Hofburg, antiga casa dos Habsburgo.

Ao final, passe por alguma sorveteria da região… simplesmente AMEI o de chocolate!!! Vale muito a pena… são sorvetes artesanais deliciosos! Dá uma olhadinha…

Por fim, como qualquer cidade, sempre vale a pena visitar o Mercado Central, chamado de Naschmarkt. Lá você poderá conhecer um pouco mais sobre a gastronomia local, mas não somente isso, existem diversos restaurantes para todos os gostos. Você também poderá encontrar especialidades locais deliciosas! Separe um pedacinho do seu dia para almoçar (ou jantar) e dar uma voltinha. Ali também existem lojinhas que vendem roupas típicas…. uma gracinha!

Enjoy!

Data da viagem: 11/05/11 a 14/05/11

 
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Publicado por em 20 de Janeiro de 2012 em Viena

 

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