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Arquivo da Categoria: Bélgica

Bruxelas

Bonjour, Les voyageurs!

 

 

Se você é chocólatra, certamente encontrará em Bruxelas o paraíso!

 

 

Cidade do chocolate, dos waffles e do famoso Manequinho.

 

 

 

 

Mal chegamos no hotel e David já estava pronto. Nunca o vi tão animado para iniciarmos nossa expedição. Desbravar a cidade era muito mais que curiosidade para ele, afinal, teria a oportunidade de conhecer um dos principais mascotes botafoguenses: o manequinho!

 

 

Assim, saímos em busca da estátua do Manneken Pis, que foi destruída em 1817, por um ex-condenado, Antoine Licas. O ladrão despedaçou a estátua pouco depois de a ter roubado. No ano seguinte, foi feita uma réplica que ocupa o lugar da estátua original, e é essa cópia que vemos hoje.

 

 

A estátua está numa esquina entre as ruas Stoofstraat/Rue de L’Etuve e Eikstraat/Rue du Chêne.

 

 

 

 

Reza a lenda que belgas trouxeram uma réplica da estátua para o Rio de Janeiro e que, depois de se tornarem campeões, botafoguenses o vestiram com uma camisa do time, elegendo-o mascote do glorioso. O manequinho original parece gostar de seu guarda-roupas, afinal, existe um museu com todas elas, que somam mais de 600! Você pode conhecer um pouco mais do closet do menino na Casa Real e no Museu da Cidade.

 

 

As ruas da cidade são muito charmosas e pudemos ver em diversos lugares o famoso personagem Tim Tim.

 

 

 

 

De lá, pudemos finalmente seguir para outros pontos da cidade, como a linda praça central, também conhecida como Grand Place ou Grote Market, com prédios divinamente ornamentados. A praça é o centro histórico, geográfico e comercial da cidade, além de ser o melhor exemplo da arquitetura belga do século XVII.

 

 

 

 

A praça que visitamos data de 1695. Depois de dois dias de  bombardeio por parte dos franceses, o lugar foi todo destruído, ficando em pé somente a Câmara Municipal e duas outras fachadas. Comerciantes reconstruíram os prédios ao redor da praça com estilos aprovados pelo Conselho Municipal, no estilo renascentista flamengo.

 

 

 

 

Outro símbolo muito visitado na cidade é a estátua do artista Everard’t Serclaes. É possível conhecê-la em uma das ruas que dá acesso à Grand Place, na rua Charles Buls. Reza a lenda que dá sorte tocar na estátua. Não se assuste ao ver um grupo de turistas disputando espaço para tirar uma foto ou para tocar na estátua, afinal, não custa nada tentar, não é mesmo?

 

 

 

 

Outro ponto de destaque é a linda igreja Notre Dame da cidade, com destaque para os vitrais.

 

 

Reserve um tempo para escolher e degustar os famosos chocolates… São deliciosos!

 

 

Nosso segundo dia foi em direção a um dos maiores pontos turísticos da cidades, o Atomium. Dizem que lá de cima você poderá ver até a Antuérpia, uma cidade próxima, em dias claros. Infelizmente, não estava muito claro no dia em que visitamos, então, não pudemos confirmar a teoria.

 

 

São vários andares, com diversas exposições, inclusive uma que fala sobre a arquitetura moderna, citando o Brasil e nossos projetos como marcos do movimento. O monumento foi construído para uma feira mundial e seria retirado em seguida, entretanto, devido ao sucesso, resolveram que ele permaneceria como ponto turístico da cidade. É possível chegar lá de trem, leva cerca de meia hora.

 

 

A região é repleta de atrações, mas decidimos apenas conhecer o Atomium e o Míni-Europe, uma espécie de míni mundo das principais atracões dos países participantes da zona do euro.

 

 

Na chegada, o mascote do lugar tira uma foto com você, que poderá ser adquirida ao final do passeio. Não tente se esquivar, pois ele vai atrás de você! Hehehehe

 

 

Essas duas atrações levam cerca de 4 horas, e você pode finalizar almoçando ali mesmo, com diversas opções. Na parte da tarde, resolvemos nos despedir da cidade com uma bela caminhada no centro, afinal, teríamos que acordar cedo no dia seguinte.

 

 

Um bom lugar para lanches é a padaria Paul, com deliciosos baguetes e doces lindíssimos, vale a pena uma visita.

 

 

O trecho Bruxelas/Lisboa foi de avião. Saímos cedo do hotel, por volta de 4h da manha, de táxi, que sai em torno de 45 a 50 euros. Aliás, o hotel que ficamos era muito bom, recomendamos! Fica bem central, na Avenida Anspachlaan, número 20, chamado Adagio Brussels Centre Monnaie.

 

 

 

Enjoy!

 

 

 

Data da viagem: 27 a 30/maio/2012

 

 

 

 

 

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Publicado por em 27 de Junho de 2012 em Bélgica, Bruxelas

 

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Bruges – Bélgica

 

 

Bonjour, les voyageurs!

 

 

Uma simpática cidade, que fica cerca de 1 hora de trem de Bruxelas, Bruges é uma aula de história. Não é a toa que seu centro histórico está listado junto a Unesco como Patrimônio da Humanidade desde o ano de 2000.

 

 

 

 

Compramos a passagem na estação, alguns minutos antes do trem partir. Os horários são bem generosos, com saídas a cada meia hora, aproximadamente. Pagamos cerca de 20 euros, ida e volta, para cada, mas pode variar de acordo com a classe escolhida. Sugerimos que você pegue os primeiros vagões, pois do meio para o final pode ficar bastante cheio, inclusive com pessoas indo de pé. Um dos pontos que me chamaram a atenção nessas viagens mais curtas de trem foram as recomendações com relação aos pickpockets, ou seja, pequenos furtos dentro dos trens, que podem gerar uma grande dor de cabeça. Apesar de não termos visto nada, fica a recomendação de não facilitar, afinal, ficar sem carteira ou passaporte pode ser algo bastante complexo.

 

 

 

 

Chegando na estação de Bruges, o mapa é pago, cerca de 50 cents, mas vale a pena já que a cidade possui ruas estreitas e nem sempre em linha reta, o que pode gerar uma certa confusão logo de cara. Um passeio bacana que fizemos foi uma espécie de cruzeiro pelos canais da cidade, leva cerca de 30 minutos e você já poderá anotar o que mais chamou a atenção para retornar logo mais, que custa cerca de 7 euros. Existem pontos de embarque em vários cantos da cidade, então, não se preocupe em procurar. Quando você menos esperar, encontrará uma fila e poderá iniciar o passeio ali mesmo, de onde estiver, afinal, não é a toa que a cidade é conhecida como a “Veneza do Norte”.

 

 

 

 

Num desses passeios, aproveite para conhecer a menor janela gótica da cidade. Mas cuidado para não passar dela! hehehe Achou? Dizem que era usada para controlar o movimento nos canais da cidade. Acho que funcionou! 😉

 

 

 

 

A história da cidade conta com um passado glorioso. Durante o século XIII foi centro industrial e comercial, produzindo lã e comercializando com a Inglaterra. Em função de sua importância, chegou a ter o dobro de  habitantes de Londres no século XV. Por ironia do destino, o canal que ligava a cidade ao mar acabou perdendo seu acesso, deixando Bruges afastada das grandes rotas comerciais. Após anos esquecida, a cidade voltou a ser novamente um importante polo, mas agora turístico, em função de uma cidade próxima, chamada Waterloo, aquela em que Napoleão perdeu a guerra, em 18 de junho de 1815. Falando nisso, existem grandes encenações sobre essa batalha final, que podem ser admiradas até hoje.

 

 

Quando lia sobre a cidade, sempre falavam as Casas de Maria e fiquei muito curiosa para conhece-lãs. Existem duas versões para elas. Primeira diz que eram casas onde os profissionais, como pedreiros, carpinteiros, padeiros, leiteiros, reuniam-se para praticar a caridade. Quem precisasse poderia contar com esses profissionais. A outra versão diz que os ricos da cidade compravam essas casas para que as pessoas pobres morassem nelas, em troca de oração para os benfeitores. A real história ninguém sabe, a única certeza é de que existem várias dessas casas espalhadas pela cidade, sempre identificadas por uma imagem da Virgem Maria, com flores e uma placa com o nome.

 

 

Estão normalmente em esquinas, sobre as portas das casas. Impossível não chamar sua atenção.

 

 

 

 

Outro ponto que se destaca na cidade são os passeios de charretes. No dia que visitamos Bruges, com sol, a praça central da cidade, a Grote Market, contava com longas filas a espera de um passeio. Não chegamos a aproveitar, ma confesso que fiquei curiosa! hehehe

 

 

 

 

Nessa praça, além de prédios charmosos e bem decorados, você também poderá conhecer a Beffroi, uma torre de 83 metros de altura, que é considerada o símbolo da cidade. Com um pouco de coragem e muita disposição, depois de 366 andares, é possível observar uma bela vista lá do topo. Vale lembrar que a torre está aberta somente de abril a outubro.

 

 

 

 

É possível encontrar vários museus na cidade, como o Museu Groeninge (abriga uma grande coleção de pinturas flamengas e de arte sacra, pertencentes a cidade), Frietmuseum (ou Museu da Batata Frita, com história e técnicas de preparo dessa iguaria), Museu Gruuthuse (uma grande coleção de objetos históricos da cidade, entre os séculos XV e XIX) e Museu Hans Memling (pintor de origem alemão, um dos grandes expoentes da arte flamenga). O mapa de alguns museus está abaixo.

 

 

 

 

Chegamos lá num dia de feriado, 28 de maio, então poucas lojas estavam abertas, na maioria cafés e restaurantes, o que nos fez caminhar um pouco mais para curtir as ruas bucólicas de Bruges. Para admirar um pouco da arquitetura da cidade, conheça algumas igrejas, como a Basílica do Santo Sangue (Basilique du Saint Sang), datada do século XII, cuja relíquia sagrada conta com gotas do sangue de Cristo.

 

 

Na Igreja de Nossa Senhora, ou Notre-Dame, igreja em estilo gótico, lindamente decorada, que conta com uma linda estátua de Michelangelo, você também encontrará Charles, le temeraire e sua filha Maria da Borgonha. Não deixe de conhecer um dos poucos trabalhos de Michelangelo fora da Itália. Trata-se da Madona com o menino, pare alguns minutos para admirar essa linda arte.

 

 

 

 

A cidade também conta com um roteiro gastronômico: chocolate e cerveja. Depois de um dia de caminhada, que tal um tempinho para admirar o movimento, curtindo um delicioso chocolate belga?

 

 

Jouir!!

 

 

 

Data da viagem: 28/maio/2012

 

 

 

 

 

 

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Publicado por em 18 de Junho de 2012 em Bélgica, Bruges

 

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