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Gruta do Lago Azul

11 Abr

 

 

Olá, viajantes!

 

 

Estive em Bonito há alguns anos e não cheguei a conhecer a famosa gruta do lago azul. Essa situação ficou no meu imaginário até semana passada, quando finalmente voltamos a cidade.

 

 

Para entrar na gruta, somente através de visita guiada, que você deve comprar com antecedência, pois os grupos saem a cada 20 minutos, com, no máximo, 15 pessoas. Ou seja, se você realmente quiser conhecê-la é aconselhável adquirir este passeio antes de chegar em Bonito, principalmente se for em alta temporada. Todos os passeios devem ser adquiridos através de agências de viagens. Compramos os nossos passeios antecipadamente em uma agência de Bonito, mas achei que poderia ter sido melhor orientada em algumas ocasiões. Conversando com uma menina de Campo Grande, ela me disse que o melhor mesmo é adquirir por agências maiores na capital, que tem uma melhor estrutura e conhecimento.

 

 

Os melhores horários são os bem cedinho, uma vez que a coloração da água é diretamente proporcional a incidência de luz dentro da caverna. Dizem que o melhor período para visitá-la é de novembro a meados de janeiro, já que a posição do sol deixa a gruta mais iluminada, destacando ainda mais esse mágico tom de azul da água.

 

 

Para chegar lá, primeiro você deve percorrer um caminho de 18 km, do centro de Bonito até o local da gruta (um pedaço é de estrada de chão batido). O caminho será destacado em um futuro post com o mapa da cidade de Bonito. Estará tudo explicado.

 

 

 

 

Chegando lá, você faz o “check in”, recebe uma ficha com o número do seu grupo e aguarda ser chamado.

 

 

 

 

Após breve explicação de segurança, pegue seu capacete e ande mais uns 10 minutinhos pela mata até a gruta.

 

 

 

 

A partir deste ponto, a descida pelas escadas leva em torno de 30 minutos, pois o guia para em locais estratégicos para destacar algum ponto ou explicar as formações rochosas dentro do ambiente. Lembre-se de ir com uma roupa bastante confortável e tênis. Segundo o guia, existe um projeto de uma escadaria nova, que está em sua fase inicial de implantação. Até lá, muito cuidado na descida, pois muitas vezes está úmido, podendo gerar alguns sustos no meio do caminho.

 

 

O lugar é lindo e certamente vale a pena cada degrau escorregadio que você percorre até chegar lá embaixo. A parte triste é que não podemos chegar muito perto para não cairmos em tentação de tocar na água, de um azul estonteante. A explicação é simples. Existem naquela água apenas um ser vivo muito raro: um camarão albino muito pequeno (aproximadamente 7mm), que é uma espécie endêmica do lago, ou seja, existe apenas ali e em outra gruta no continente africano (e em nenhum outro lugar do mundo). Segundo nosso guia, há estudos que afirmam terem encontrado em outro lago de uma gruta próxima, que poderia indicar uma ligação entre elas. Entretanto, nada foi provado até o momento.

 

 

 

Assim, você pode admirar, mas não pode chegar perto, pois o mínimo toque na água pode deixar um “rastro” de gordura do nosso corpo, impactando o frágil habitat. Vale lembrar que a renovação da água da gruta leva muito tempo, pois a única água que entra naquele ambiente é através do buraco que entramos, no topo, ou através das formações rochosas chamadas estalactites.

 

No período de chuvas a água penetra no solo e, aos pouco, vai passando por dentro dessas formações rochosas sedimentares, composta de carbonato de cálcio, arrastando a água que goteja do teto. Assim, seu processo de formação levou milhares de anos para chegar ao tamanho atual, o que levou o IPHAN (órgão federal, que protege o patrimônio histórico e artístico nacional) a tombar a gruta como patrimônio brasileiro. Você também encontrará as estalagmites, ou seja, quando a água da estalactite cai no chão (ou no fundo do lago), gera uma formação rochosa sedimentar de baixo para cima. A tendência é que as duas se juntem… daqui a milhões de anos, fechando novamente a caverna.

 

 

Do ponto mais próximo da água, tiramos essa foto em 360 graus para você conhecer um pouco mais do ambiente. (clique no link para acessar)

 

 

Em 1992, uma expedição franco-brasileira, composta por mergulhadores especializados em cavernas (espeleomergulhadores) desceram até 82 metros no lago, mas sem encontrar o fundo do lado. Nessa profundidade foi constatado um afunilamento do fundo, impossibilitando a descida (também em função da profundidade). Assim, não se sabe a profundidade exata do lago, mas foi possível encontrar vidas de outros tempos. Nesse mergulho, encontrou-se uma série de fósseis de mamíferos – como o tigre de dente de sabre e preguiça gigante – que viveram durante o período geológico do Pleistoceno – 6.000 a 10.000 anos atrás. Em função da composição e temperatura da água, conta-se que estão muito bem conservados, o que torna muito difícil sua remoção, tendo em vista o alto custo de manutenção das mesmas condições fora da água.

 

 

Na trilha dentro da gruta, existem alguns pontos para fotografia, mas o mais bonito certamente é o último estágio (mais próximo). Se você possui alguma máquina profissional ou semi, aconselho levar. Você deve regular um período de abertura longo para capturar o azul da água, o que exige um tripé ou uma mão firme… mas vale a pena!! Leve tudo isso numa mochila, pois objetos soltos, como óculos, bonés, e derivados não são permitidos. Ou seja, você leva a câmera no bolso… ou na mochila!🙂

 

 

Em alguns casos, o guia leva uma máquina, afinal, eles já estão acostumados com o lugar e sabem o melhor lugar e configuração da máquina para o clique. Como nada é de graça nessa vida, a “gentileza” sai por R$10, e poucas pessoas resistem, mesmo que tenham levado as suas.

 

 

 

 

Esperamos que tenham gostado!

 

 

 

Enjoy!

 

 

 

Data da viagem: 08 e 09/abril/2012

 
1 Comentário

Publicado por em 11 de Abril de 2012 em Bonito, Brasil, Mato Grosso do Sul

 

Etiquetas:

One response to “Gruta do Lago Azul

  1. David

    11 de Abril de 2012 at 18:58

    Fefe, Bonito fica lindo com você!!

     

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