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Fernando de Noronha

29 Jul

Olá, viajantes!

Hoje publicaremos um pouco de nossa viagem feita em fevereiro deste ano.

Partimos do Rio em direção ao paraíso brasileiro com o objetivo de fazer nosso primeiro batismo. Estávamos interessados em fazer o curso PADI mas antes resolvemos avaliar nossa adaptação em um mergulho acompanhado.

Como a viagem para a ilha pede o pagamento de algumas taxas e autorizações decidimos não quebrar muito a cabeça e fomos pela CVC, com voo da Gol.

Sobre esse ponto, vale lembrar: Turistas devem adquirir uma Taxa de Preservação Ambiental antes de chegarem à ilha, para não ter problemas com autorização de visita. Mais informações no site http://www.noronha.pe.gov.br.

Chegamos na cidade na segunda-feira. Após deixarmos as malas na pousada, fomos dar uma volta para reconhecimento da ilha. Como ficamos na Vila dos Remédios  (Pontos 01 e 02 do mapa), tínhamos vários restaurantes, farmácia e lancherias com internet próximos.

Fomos caminhando até a sede do Projeto Tamar e retornamos pela praia… o por do sol estava lindo naquela noite! Na volta, jantamos na Pizzaria Feitiço da Vila. A propósito, em alguns dias da semana eles oferecem música ao vivo, o que o torna muito acolhedor. O lugar é uma casa avarandada, rústica, próximo da igreja. Outro lugar bacana de fazer as refeições é o Restaurante Flamboyant, na praça central da Vila. Ao meio-dia eles atendem no sistema de buffet e a la carte, à noite.

Na ilha, existem diversos lugares interessantes para se hospedar, dependendo da sua necessidade. As pousadas próximo a Vila são interessantes, simples, mas bem localizadas, onde você faz tudo a pé, rapidinho. Para quem gosta de aproveitar a noite, é lá que fica o famoso Bar do Cachorro, na Praia do Cachorro (Ponto 03 do mapa), point de encontro para dançar e se divertir quando a noite chega. Lá, tivemos o privilégio de apreciarmos uma noite de lua cheia… maravilhoso!

No dia seguinte, escolhemos fazer o Ilhatur, para conhecermos um pouco mais esse lugar encantador. Esse passeio leva o dia inteirinho. Para isso, biquíni/sunga/calção, tênis, roupas leves, água, nadadeira, máscara e snorkel são ítens que não podem faltar. Esses três últimos você pode alugar em diversos pontos do passeio, entretanto, aconselho levar o seu, caso tenha, pois vários passeio da ilha pedem esse equipamento e, no final, você acaba pagando quase um equipamento novo. Vale a pena pensar sobre o assunto. Para os branquinhos, acrescentar protetor e um boné ou chapéu, se o dia estiver ensolarado (o desejo de todo o viajante!)🙂 O tour pode ser feito em buggy ou em algum outro veículo 4X4, e tem por objetivo apresentar os principais pontos da ilha. Nele, você conhece trilhas, mirantes, praias e pontos de mergulho imperdíveis!! Minha sugestão: faça no primeiro dia da viagem, assim, você terá uma visão completa da ilha e poderá escolher os lugares que mais gostou para voltar nos dias que virão. O transporte na ilha pode ser feito de ônibus, a pé (algumas distâncias são bastante curtas) ou alugando um buggy, para os recantos mais afastados. O final do dia é brindado com uma vista maravilhosa no Mirante do Boldró, ao som do Bolero de Ravel. Ali existe um bar que, em algumas noites, oferece shows de dança e música. Vale a pena conferir a programação. Algumas fotos desse dia…

Na quarta-feira fizemos o que considero um dos melhores passeios da ilha: Prancha Vip, Plana Sub, Prancha Submarina…enfim, tem muitos nomes… Simplesmente amei! Acordamos cedinho, tomamos café da manhã e fomos para o Porto da cidade. Lá, pegamos uma lancha e fomos em direção ao alto mar. No caminho, recebemos instruções sobre como nos virarmos com a prancha. Ela foi desenvolvida especificamente para esse tipo de passeio e você pode escolher ficar apenas na superfície ou mergulhar e ver mais de perto toda a riqueza das fauna e flora marinhos da região. O mergulho é feito em grupos de, normalmente, quatro pessoas.Você será puxado por um barco segurando uma prancha e estará usando máscara e snorkel. É muito fácil manusear a prancha. Inclinando para baixo, você fará manobras dentro d’água e para cima você voltará para a superfície.  O passeio tem duração aproximada de duas horas, e você pode escolher o período: manhã ou tarde. Como todos os passeios da ilha, levar material fotográfico, de preferência, a prova d`água, chinelo, protetor solar e muita disposição. Para os que ainda não desenvolveram adaptação em alto mar, vale a pena pensar em levar um remedinho para enjoo. Caso você escolha pelo período da manhã, o passeio oferece uma simpática refeição no barco, com peixes, salada, pão e bebida (água e refrigerante).

Finalizamos o dia com uma trilha até a Praia da Conceição…

No dia seguinte, decidimos fazer o tão sonhado batismo. Saímos do mesmo porto do dia anterior em direção ao mar de dentro. No caminho, fomos apresentados a equipe que iria nos acompanhar. Nele, estavam presentes, além dos instrutores, uma equipe de foto e filmagem, que iria acompanhar o mergulho. Essa opção fica a parte. Antes da viagem, compramos uma câmera com filme e uma estrutura para fotografia subaquática, em uma loja especializada mas, posso garantir que nada se compara as fotos que eles tiram. Caso você escolha comprar, você as receberá em formato digital, em um CD. Outra opção interessante na ilha é o aluguel de máquina fotográfica digital, preparada para o mergulho. Você também poderá adquirir uma espécie de proteção para a sua máquina fotográfica compacta, ela veda, impedindo a entrada de água. Mas antes de comprar, verifique a profundidade permitida, para não perder o seu equipamento.

Sobre o batismo? Tudo de bom! Decidimos que iremos fazer o curso PADI para aproveitar melhor numa próxima vez. Com o curso, poderemos fazer outros circuitos de mergulho, com maior profundidade. Não preciso nem falar sobre a diversidade de fauna e flora em Fernando de Noronha… o lugar é mágico! Mergulhamos ao lado de arraias, tubarões, peixes das mais variadas espécies, pudemos admirar golfinhos e seus shows aquáticos… bom demais!

Falando nisso, nosso último passeio, para encerrar com chave de ouro, foi o de barco pelas ilhas. Nele, podemos conhecer um pouco mais a parte “externa” da ilha, admirando toda a sua plenitude. Saímos pela manhã e fomos novamente para o Porto de Santo Antônio. O passeio é feito de escuna, balançando um pouco menos… mas, se você ainda não se acostumou com todo esse “movimento”, sugiro novamente o remédio do enjoo para não perder o passeio. O ponto alto é, sem sombra de dúvidas, o show dos golfinhos (o barco passa duas vezes por eles – na ida e na volta), que encantam com sua beleza e simpatia, mas também existem esculturas naturais que merecem ser apreciadas, como as ilhas, as formações rochosas e o famoso mapa do Brasil entre as pedras… (Ponta da Sapata)

Para brindar o passeio, uma parada de 50 minutos para mergulho na Praia do Sancho… não tem como resistir!!

Nessa viagem, acabamos não assistindo nenhuma palestra do Projeto Tamar, mas recomendo. Todas as noites eles apresentam um tema diferente… vale muito a pena conhecer! Fica no Boldró (Esse nome é originário da expressão em inglês Bold Rock, que significa Pedra Saliente, em português).

As melhores épocas para conhecer a ilha: Os mergulhos são favoráveis em setembro e outubro. Já os surfistas devem ir em janeiro, quando as águas estão agitadas. Em julho, e entre dezembro e fevereiro, o movimento é grande.

Vale lembrar que Fernando de Noronha possui um sistema de pousadas domiciliares que proporciona conforto aos turistas. Indicações: Solar dos Ventos, Zé Maria, Da Morena e Nascer do Sol. Verifique a melhor localização, de acordo com as suas necessidades.

Numa próxima viagem, o primeiro passeio será certamente a Trilha do Atalaia. Eles oferecem duas opções: longa ou curta. A primeira é a mais completa, que dá direito a uma trilha com paisagens maravilhosas. Nessa viagem não fizemos pois o número de pessoas permitido diariamente é limitado e a trilha só pode ser feita com agendamento e na companhia de um guia autorizado. O percurso  é feito dentro de uma reserva ambiental, onde sequer podemos passar protetor solar antes de entrarmos na água para não matar os corais. Nesse local o mergulho é de flutuação, pois não se pode colocar os pés no fundo, apesar de ser raso. Como é uma piscina natural, a variedade de peixes e outros animais que encontramos depende da maré, mas sempre vale a pena. Não ouvi sequer um comentário negativo de quem foi, exceto, é claro, pela duração (aproximadamente cinco horas) e pela intensidade…. a trilha é bem puxada! Vale lembrar que se usa muito o tênis na ilha, além de protetor e roupa de banho. Aqui a foto para ficar com o gostinho de “quero voltar”…

Enjoy!!!

*

Mapa da Ilha de Fernando de Noronha:

Clique na imagem para aumentá-la


Período da viagem: 07/02/2011 a 11/02/2011

 
1 Comentário

Publicado por em 29 de Julho de 2011 em Fernando de Noronha

 

One response to “Fernando de Noronha

  1. Alexandre

    21 de Janeiro de 2012 at 11:12

    Muito Legal.. Fiz uma viagem virtual por estes lugares lindos. Parabens!!

     

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